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De acordo com o estudo do Sindicato da Construção Civil, cada vez mais pessoas estão com com emprego, renda e crédito acessível, passando a comprar seu imóvel no mercado formal.É uma mudança relevante no segmento imobiliário, que tem impacto na atividade econômica, na arrecadação de tributos e no mercado de trabalho. As construtoras, que em 2003 respondiam por 44% do PIB da construção civil, hoje respondem por 65%.
O ambiente de negócios favoreceu a formalização da atividade imobiliária e o aumento da produção das construtoras.Na habitação popular elas precisam formalizar suas atividades. O grande impulso veio das moradias das famílias,
porque as obras de infraestrutura sempre foram formais.
A contratação de mão de obra formal passou a predominar, ao contrário dos tempos de predomínio da autoconstrução,em que as famílias reuniam recursos para construir com o auxílio de um pedreiro ou de um mestre de obras.
As estatísticas do Ministério do Trabalho mostram que as atividades da construção civil foram as que mais contrataram empregados formais. A disponibilidade de crédito também contribuiu para a formalização.
A tendência de mudança do perfil das aquisições de insumos para a construção civil é confirmada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, Walter Cover. Em 2004, o valor adicionado à economia
pelas empresas construtoras cresceu 27%, chegando a 28%, em 2007 e a 18,5%, em 2009, segundo o estudo da FGV.
Em 2011, o ritmo da atividade da construção civil foi inferior ao de 2010, segundo os dados do sindicato da construção (Secovi). "Existe uma acomodação natural", observou o novo presidente do Secovi, Claudio Bernardes, O crescimento do setor imobiliário tende a acompanhar o ritmo da economia brasileira, afirmou Bernardes.
A formalização crescente da atividade imobiliária traz benefícios a todos, consumidores, trabalhadores, construtoras, bancos e governo. Trabalhadores sem renda não têm acesso ao mercado de moradias, que exige um bom cadastro aceito pelos bancos. Construtores informais não têm acesso a crédito, além de correrem o risco de enquadramento por órgãos públicos em operações de fiscalização.Nos bancos, o crédito imobiliário tem importância crescente.
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